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Quanto ganha um juiz? Confira os salários de magistrados no RN

Prédio fachada sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte RN TJRN Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Em janeiro de 2026, quase todos os juízes d...

Quanto ganha um juiz? Confira os salários de magistrados no RN
Quanto ganha um juiz? Confira os salários de magistrados no RN (Foto: Reprodução)

Prédio fachada sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte RN TJRN Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Em janeiro de 2026, quase todos os juízes da Justiça Estadual do Rio Grande do Norte tiveram rendimentos brutos maiores que R$ 100 mil - valor acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. Apenas cinco dos 240 magistrados não chegaram a registrar R$ 100 mil no rendimento bruto, mas também passaram o teto. Na média, os rendimentos líquidos foram superiores a R$ 97 mil. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp 💸O teto do funcionalismo é o limite máximo de remuneração que servidores e agentes públicos podem receber no Brasil. Previsto na Constituição, ele estabelece que nenhum salário pago pelo poder público pode ultrapassar o valor recebido pelos ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19. Desembargador do RN teve maior contracheque do judiciário do país O caso mais emblemático é o do próprio presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ibanez Monteiro, que teve rendimento de R$ 384.954,59, com cerca de R$ 30 mil de descontos, gerando um valor líquido de R$ 354.558,65 - a remuneração mais alta entre os judiciários estaduais em janeiro. Os juízes potiguares recebem salário básico de R$ 39.753,21, mas têm acrescidos, no contracheque, "direitos pessoais", indenizações de pelo menos R$ 3,4 mil além de "direitos individuais", que em alguns casos ultrapassam os R$ 100 mil. PENDURICALHOS: STF e Congresso decidem elaborar proposta de transição após reunião sobre extras No caso dos desembargadores, o salário é de R$ 41.845,49, acrescidos dos demais benefícios. Os valores constam no painel de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram acessados pelo g1. Sobre o salário do presidente, o TJ informou que os acréscimos verificados no mês de janeiro de 2026 são referentes a verbas eventuais, "portanto, não são fixas, e correspondem aos sessenta dias férias não gozadas relativos ao ano de 2025, além de férias atrasadas e plantões cumpridos durante o período do recesso judicial, de acordo com disciplinamento local e nacional do CNJ". Apesar de classificadas como verbas eventuais, os desembargadores do estado receberam verbas acima do teto ao longo de todos os meses de 2025. Grande parte dos juízes também tiveram valores acima dos R$ 100 mil no contracheque ao longo de 2025. Respeito ao teto é discutido no Supremo Gilmar Mendes suspende 'penduricalhos' do MP e do Judiciário O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional decidiram elaborar uma proposta de regra de transição para regulamentar o pagamento das verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos do serviço público. Segundo TV Globo apurou, a nova norma vai ser construída em conjunto, mas formato ainda não foi definido. O objetivo é evitar que o complemento na remuneração de servidores ultrapasse o teto estabelecido pela Constituição, constituindo um mecanismo ilegal. Nas últimas semanas, decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam esses pagamentos. A decisão foi divulgada em nota pelo STF após reunião do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nesta quarta-feira (25), o plenário do STF também deve decidir se mantém ou não as deliberações de Dino sobre o assunto. Desde a primeira decisão, várias entidades acionaram o Supremo, pedindo para participar do debate na Corte e recorreram das restrições determinadas pelo ministro. Na noite dessa segunda-feira (23), o ministro Gilmar Mendes determinou que penduricalhos só poderão ser pagos a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstos em lei aprovada pelo Congresso, o que não tem previsão de ocorrer. Fachin, Alcolumbre e Motta discutem 'penduricalhos' Pagamentos estão suspensos No início do mês, Dino deu prazo de 60 dias para que os Três Poderes da República revisem esses pagamentos e cortem o que não tiver justificativa nem previsão legal. O ministro ainda mandou o Congresso Nacional aprovar uma lei geral para regulamentá-los. A decisão vale também para estados e municípios. Mas não afeta salários determinados por lei. Com a decisão de Dino, Executivo, Legislativo e Judiciário terão de publicar um ato discriminando o valor e fundamento de cada verba remuneratória, indenizatória ou auxílio. No documento, o ministro critica a ausência de uma lei nacional que regulamente as indenizações e determina ao Congresso Nacional a elaboração de uma legislação para regulamentar quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. Na decisão, Dino afirmou que verbas indenizatórias foram usadas para maquiar o pagamento turbinado de salários, ultrapassando o limite previsto pela Constituição. Esses recursos são aqueles que, na prática, podem ficar fora do teto. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN